Caros leitores,
Aqui está uma questão que divide os trabalhadores independentes em geral e os tradutores em particular: é ou não é boa ideia publicar os seus preços na internet?
Alguns colegas não gostam da ideia de apresentar publicamente os seus preços na internet, por mil e uma razões, completamente diferentes umas das outras.
Pela parte que me toca, decidi apresentar publicamente os meus preços na internet.
Porquê? Por um lado, os meus clientes potenciais podem saber quais são os meus preços, sem perderem tempo com discussões e negociações. Por outro lado, ao apresentar publicamente os meus preços, evito perder tempo com clientes potenciais que não aceitam os meus preços. Trata-se, pois, de uma boa estratégia de pré-selecção de futuros clientes.
Assim, fica tudo claro e oficial. E toda a gente fica a ganhar.
31 de Janeiro de 2011
O marketing visto por uma "não-profissional"
Caros leitores,
Como sou uma simples tradutora independente, faço tudo o que posso para promover a minha actividade na internet, graças a algumas ferramentas: o meu sítio, o meu blog e as minhas newsletters, bem como a inscrição em vários anuários profissionais.
Deste modo, como as pessoas têm mais facilidade em entrar em contacto comigo, costumo receber inúmeros "mailings" de muitas empresas.
No entanto, quando recebo muitos desses "mailings", não consigo evitar uma sensação de irritação, porque estas empresas nem sequer se deram ao trabalho de saber quem sou e enviam-me tudo e mais alguma coisa! Se algumas ofertas relativas à criação de sítios na internet (apesar de já ter um), à venda de produtos informáticos e aos serviços de "cobranças difíceis" (entre outros) podem interessar-me, há outras ofertas que não me interessam minimamente, como os serviços de higiene e limpeza, a venda de produtos de segurança e de vestuário de trabalho (não estou a brincar!) ou a assinatura de certos sítios relativos ao código do trabalho e à segurança dos trabalhadores (isso, então, não poderia ser mais pertinente para mim, que trabalho sozinha).
Por essas e por outras, gostaria de deixar um conselho (isto aplica-se aos meus colegas, bem como aos futuros empresários): defina o perfil dos seus clientes potenciais, bem como o sector de actividade mais pertinente para si, e tente conhecer os seus interlocutores. Assim, evitará avançar às cegas e perderá menos tempo na sua prospecção de clientes.
Não se esqueça que o facto de conhecer a actividade dos seus clientes potenciais vai fazer com que se ponha no lugar deles e obrigá-lo a melhor definir e personalizar a sua oferta de produtos e serviços. Além disso, os seus clientes potenciais não perderão tempo com ofertas e propostas que não lhes interessam, pois, como diz o outro, "tempo é dinheiro".
Como sou uma simples tradutora independente, faço tudo o que posso para promover a minha actividade na internet, graças a algumas ferramentas: o meu sítio, o meu blog e as minhas newsletters, bem como a inscrição em vários anuários profissionais.
Deste modo, como as pessoas têm mais facilidade em entrar em contacto comigo, costumo receber inúmeros "mailings" de muitas empresas.
No entanto, quando recebo muitos desses "mailings", não consigo evitar uma sensação de irritação, porque estas empresas nem sequer se deram ao trabalho de saber quem sou e enviam-me tudo e mais alguma coisa! Se algumas ofertas relativas à criação de sítios na internet (apesar de já ter um), à venda de produtos informáticos e aos serviços de "cobranças difíceis" (entre outros) podem interessar-me, há outras ofertas que não me interessam minimamente, como os serviços de higiene e limpeza, a venda de produtos de segurança e de vestuário de trabalho (não estou a brincar!) ou a assinatura de certos sítios relativos ao código do trabalho e à segurança dos trabalhadores (isso, então, não poderia ser mais pertinente para mim, que trabalho sozinha).
Por essas e por outras, gostaria de deixar um conselho (isto aplica-se aos meus colegas, bem como aos futuros empresários): defina o perfil dos seus clientes potenciais, bem como o sector de actividade mais pertinente para si, e tente conhecer os seus interlocutores. Assim, evitará avançar às cegas e perderá menos tempo na sua prospecção de clientes.
Não se esqueça que o facto de conhecer a actividade dos seus clientes potenciais vai fazer com que se ponha no lugar deles e obrigá-lo a melhor definir e personalizar a sua oferta de produtos e serviços. Além disso, os seus clientes potenciais não perderão tempo com ofertas e propostas que não lhes interessam, pois, como diz o outro, "tempo é dinheiro".
Por que razão não recorro aos serviços de outros tradutores
Caros leitores,
Não sei se isto já vos aconteceu alguma vez, mas a verdade é que, de vez em quando, recebo mensagens da parte de alguns tradutores que me propõem os seus serviços e que me enviam os seus currículos.
Por isso, decidi publicar aqui mesmo a minha resposta a esses pedidos:
Caro(a) colega,
Muito obrigada pela sua mensagem e pela sua oferta de serviços.
No entanto, não posso recorrer aos seus serviços.
Em primeiro lugar, não dirijo nenhuma agência de tradução, pois sou uma simples tradutora independente, como você. Em segundo lugar, a minha actividade tem altos e baixos, com momentos em que a minha caixa de correio electrónico está a abarrotar de pedidos de tradução, e outros momentos em que as pessoas me contactam menos. Isto significa que não poderei confiar-lhe trabalhos de tradução e muito menos assegurar o pagamento das suas facturas (pois é... a vida de um trabalhador independente não é propriamente um mar de rosas...).
Como pode ver, não poderei recorrer aos seus serviços. No entanto, deixo-lhe alguns conselhos:
- dirija-se a clientes que podem realmente pagar-lhe - como as agências de tradução, as agências de marketing e publicidade e também clientes directos potenciais.
- promova acções de marketing relativas à sua actividade: crie o seu sítio na internet, o seu blog, inscreva-se em anuários (gratuitos ou não), envie mensagens por correio electrónico, em suma, dê-se a conhecer na internet e fora dela.
Resumindo e concluindo, atreva-se a voar e a ir mais longe, para dar a conhecer a sua actividade e tirar proveito dela. Ou seja, não tenha medo e seja ambicioso/a.
Boa sorte na sua prospecção de clientes.
Não sei se isto já vos aconteceu alguma vez, mas a verdade é que, de vez em quando, recebo mensagens da parte de alguns tradutores que me propõem os seus serviços e que me enviam os seus currículos.
Por isso, decidi publicar aqui mesmo a minha resposta a esses pedidos:
Caro(a) colega,
Muito obrigada pela sua mensagem e pela sua oferta de serviços.
No entanto, não posso recorrer aos seus serviços.
Em primeiro lugar, não dirijo nenhuma agência de tradução, pois sou uma simples tradutora independente, como você. Em segundo lugar, a minha actividade tem altos e baixos, com momentos em que a minha caixa de correio electrónico está a abarrotar de pedidos de tradução, e outros momentos em que as pessoas me contactam menos. Isto significa que não poderei confiar-lhe trabalhos de tradução e muito menos assegurar o pagamento das suas facturas (pois é... a vida de um trabalhador independente não é propriamente um mar de rosas...).
Como pode ver, não poderei recorrer aos seus serviços. No entanto, deixo-lhe alguns conselhos:
- dirija-se a clientes que podem realmente pagar-lhe - como as agências de tradução, as agências de marketing e publicidade e também clientes directos potenciais.
- promova acções de marketing relativas à sua actividade: crie o seu sítio na internet, o seu blog, inscreva-se em anuários (gratuitos ou não), envie mensagens por correio electrónico, em suma, dê-se a conhecer na internet e fora dela.
Resumindo e concluindo, atreva-se a voar e a ir mais longe, para dar a conhecer a sua actividade e tirar proveito dela. Ou seja, não tenha medo e seja ambicioso/a.
Boa sorte na sua prospecção de clientes.
3 de Agosto de 2010
Censura no portal Proz.com
Caros leitores,
Tal como muitos tradutores, inscrevi-me no portal proz.com, um espaço destinado aos tradutores, com ofertas de missões de tradução (apesar das tarifas escandalosamente baixas...), glossários pessoais de tradutores e outros glossários online, uma lista de maus clientes (muito útil, diga-se de passagem!) e vários fóruns de discussão. Em suma, um verdadeiro espaço de colaboração e de partilha.
No entanto, a democracia e a liberdade de expressão estão seriamente ameaçadas neste portal.
Porquê? Há já algum tempo, um tradutor queixou-se de uma agência publicitária, que lhe fez uma proposta comercial (inserção do portal e dos contactos desse tradutor num anuário especializado), que lhe pareceu particularmente duvidosa. Ora, muitos tradutores já conheciam essa agência e não hesitaram em denunciá-la, chegando mesmo a citar o seu nome. Eu própria fui abordada por essa agência, há dois anos, que me apresentou uma das suas "magníficas propostas", mas, felizmente, decidi obter algumas informações e descobri o embuste e, por isso, não hesitei em denunciar as suas práticas comerciais particularmente duvidosas.
O que decidiram fazer, então, os administradores do portal Proz.com? Muito simples: decidiram pura e simplesmente ocultar essas mensagens, por citarem o nome dessa agência.
Conclusão: o portal Proz.com não protege os tradutores de todo e qualquer tipo de abusos nem defende os seus interesses, parecendo, em vez disso, pactuar com os predadores que infestam o mundo dos negócios.
Enfim, uma verdadeira vergonha!
Tal como muitos tradutores, inscrevi-me no portal proz.com, um espaço destinado aos tradutores, com ofertas de missões de tradução (apesar das tarifas escandalosamente baixas...), glossários pessoais de tradutores e outros glossários online, uma lista de maus clientes (muito útil, diga-se de passagem!) e vários fóruns de discussão. Em suma, um verdadeiro espaço de colaboração e de partilha.
No entanto, a democracia e a liberdade de expressão estão seriamente ameaçadas neste portal.
Porquê? Há já algum tempo, um tradutor queixou-se de uma agência publicitária, que lhe fez uma proposta comercial (inserção do portal e dos contactos desse tradutor num anuário especializado), que lhe pareceu particularmente duvidosa. Ora, muitos tradutores já conheciam essa agência e não hesitaram em denunciá-la, chegando mesmo a citar o seu nome. Eu própria fui abordada por essa agência, há dois anos, que me apresentou uma das suas "magníficas propostas", mas, felizmente, decidi obter algumas informações e descobri o embuste e, por isso, não hesitei em denunciar as suas práticas comerciais particularmente duvidosas.
O que decidiram fazer, então, os administradores do portal Proz.com? Muito simples: decidiram pura e simplesmente ocultar essas mensagens, por citarem o nome dessa agência.
Conclusão: o portal Proz.com não protege os tradutores de todo e qualquer tipo de abusos nem defende os seus interesses, parecendo, em vez disso, pactuar com os predadores que infestam o mundo dos negócios.
Enfim, uma verdadeira vergonha!
17 de Fevereiro de 2010
Novas recomendações para os meus clientes potenciais
Caro cliente potencial,
Está na hora de lhe fazer mais umas recomendações, para que possamos estabelecer uma relação comercial harmoniosa:
- em primeiro lugar, faça o favor de se apresentar; não é nada agradável receber uma mensagem de um desconhecido que nem se dá ao trabalho de se apresentar;
- em segundo lugar, não me trate pelo meu primeiro nome; não nos conhecemos de lado nenhum e não sou a criada de ninguém; por isso, este tipo de comportamento é uma manifestação flagrante de falta de educação;
- por fim, um pouco de paciência não faz mal a ninguém; como toda a gente, tenho uma vida pessoal e privada e não estou sempre colada ao computador.
Aqui ficam, pois, algumas recomendações relativas à boa educação.
Outra coisa: recuso-me a fazer traduções que impliquem a violação da vida privada ou que entrem em flagrante conflito com as minhas convicções pessoais. Não sou um detective privado e não tenho a obrigação de participar em investigações privadas, excepto se for solicitada pelas autoridades competentes.
Estamos entendidos?
Está na hora de lhe fazer mais umas recomendações, para que possamos estabelecer uma relação comercial harmoniosa:
- em primeiro lugar, faça o favor de se apresentar; não é nada agradável receber uma mensagem de um desconhecido que nem se dá ao trabalho de se apresentar;
- em segundo lugar, não me trate pelo meu primeiro nome; não nos conhecemos de lado nenhum e não sou a criada de ninguém; por isso, este tipo de comportamento é uma manifestação flagrante de falta de educação;
- por fim, um pouco de paciência não faz mal a ninguém; como toda a gente, tenho uma vida pessoal e privada e não estou sempre colada ao computador.
Aqui ficam, pois, algumas recomendações relativas à boa educação.
Outra coisa: recuso-me a fazer traduções que impliquem a violação da vida privada ou que entrem em flagrante conflito com as minhas convicções pessoais. Não sou um detective privado e não tenho a obrigação de participar em investigações privadas, excepto se for solicitada pelas autoridades competentes.
Estamos entendidos?
7 de Janeiro de 2010
Para começar o ano, nada melhor do que um pouco de humor!
Ora leiam só este texto, um belo exemplo de tradução automática, e digam-me se perceberam alguma coisa:
http://pt.shvoong.com/exact-sciences/agronomy-agriculture/1726053-jamaican-blue-mountain-coffee-port
Boa leitura. Divirtam-se.
P.S. - Pela parte que me toca, confesso que não percebi grande coisa...
http://pt.shvoong.com/exact-sciences/agronomy-agriculture/1726053-jamaican-blue-mountain-coffee-port
Boa leitura. Divirtam-se.
P.S. - Pela parte que me toca, confesso que não percebi grande coisa...
30 de Novembro de 2009
Para começar a semana com o pé direito...
... nada melhor do que uma bela imagem humorística!
Boa semana a todos!
Boa semana a todos!

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